Voltar
Aumentar Fonte   Diminuir Fonte
Controle da Fonte

Meio Ambiente: uma relação de bons fruto



Celebrar a natureza significa valorizar a vida, a terra, o plantar e o colher. É reconhecendo a árvore como elemento importante desse meio-ambiente, que a Escola Rural Rolf Weinberg (ERRW) realizou nos dias 23 e 24 de setembro, em celebração ao Dia da Árvore, comemorado 21 de setembro, o evento intitulado: A árvore e o homem: uma relação de bons frutos.
Organizado pelo Núcleo de Educação Profissional da ERRW, o encontro reuniu cerca de 800 pessoas, entre pequenos produtores, alunos de escolas da região e convidados. O evento teve como objetivos sensibilizar os participantes e informá-los a respeito do uso e da conservação das árvores, despertá-los para ações voltadas à preservação, ao resgate e à utilização racional das espécies nativas no âmbito de seu uso tradicional, cultural e econômico, além de promover um intercâmbio de ideias entre a escola e o público.
Segundo o biólogo e professor de Agropecuária da Escola Rural Rolf Weinberg, Ciro Lima, as árvores constituem a base florestal. Sem elas não existem florestas.“As árvores servem de suporte para o desenvolvimento de outras espécies vegetais, de abrigo, moradia e alimentação para diversos animais”, destaca Ciro.
O evento Serviu também para orientar o pequeno agricultor da região em relação às leis do País. Falou-se sobre a Legislação Florestal, no qual consta o Código Florestal Brasileiro. Agricultores esclareceram dúvidas sobre pontos relevantes da Legislação, diretamente ligados às atividades exercidas por eles no dia a dia nas propriedades.
O evento contou ainda com palestras de especialistas da área ambiental, stands, filmes e peças teatrais ligados ao tema. Foram distribuídas durante o evento e após o encerramento, algumas mudas de espécies nativas de árvores e cartilhas informando sobre as espécies nativas presentes na região e, sobre seus diversos usos.
 
GEEF e OPA – trabalhando pelo Meio Ambiente
Na estrutura do corpo docente da Escola Rural Rolf Weinberg existe profissionais/pesquisadores que se dedicam às ciências que interagem com o meio ambiente. São engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, biólogos e técnicos em agropecuária. Da relação entre essas faculdades e da necessidade desses professores em difundir o tema (preservação ambiental) entre seus alunos e na comunidade, nasceram os grupos de trabalho: Organização de Preservação Ambiental (OPA) e Grupo de Estudos de Espécies Florestais (GEEF); ambos com o mesmo pensamento: a busca da conscientização do homem para a preservação do meio ambiente.
Sobre esse olhar, as duas equipes desenvolvem ações e projetos dentro e fora da escola no intuito de despertar interesse especial da comunidade sobre o assunto. A OPA, que existe há cerca de 13 anos, trabalha o conceito de preservação do meio ambiente a partir dos cuidados que o ser humano deve ter consigo, com a casa onde mora e com o ambiente escolar. Os alunos aprendem noções de higiene pessoal, de limpeza; trabalham a questão do tempo de decomposição do lixo, a reciclagem, o conceito de poluição; exercitam o respeito, a solidariedade e a cooperação, valores que formam a base do cidadão para o bom convívio em sociedade.
Os resultados desse trabalho, segundo o professor Edivan Santana, são gratificantes. “É a formação de um jovem mais integrado ao meio ambiente, respeitando a natureza, e a garantia de uma escola mais limpa e preservada”.
O GEEF, criado em abril deste ano, atende à necessidade de expandir e reforçar esse conceito de preservação, tendo o resgate e a propagação dos diversos usos das espécies nativas (raras) florestais como um de seus principais objetivos. Nesse caso, a chave para a conscientização ambiental tem sido a promoção da informação. Professores e alunos discutem sobre o uso da terra, da água, trocam materiais botânicos e interagem com alunos de outros municípios, para registro de novas ocorrências de espécies nativas. Todo esse trabalho implica, sobretudo, na formação do que pode ser chamado de agentes ambientais multiplicadores, pessoas que se sensibilizam com a causa e se preocupam em, por exemplo, não usar agrotóxico na lavoura, em encontrar alternativas para os meios de produção, em zelar pela semente e pelo fruto.
A professora Izabel Zanúncio, engenheira florestal e uma das idealizadoras do projeto ‘A Árvore e o Homem: uma Relação de Bons Frutos’        esclarece que, “além da interdisciplinaridade que ocorre, uma das propostas desse trabalho é também fazer com que nossos alunos sejam multiplicadores dessas ideias na localidade onde vivem”.


Voltar para o Topo



|| Fundação José Carvalho ||

www.fjc.org.br - 2016
Desenvolvido por: