Voltar
Aumentar Fonte   Diminuir Fonte
Controle da Fonte

A visão da escola diante da família



Por Jaqueline Carvalho

A maior preocupação da escola tem sido a instituição família. Não que esta seja a única responsável pelos transtornos pelo qual o contexto educacional vem passando, mas pela fragilidade com que ela tem se mostrado, diante das problemáticas que estão vivenciando.

Como a família é o primeiro agente socializador do ser humano, espera-se (a sociedade) dele, um maior aparato para lidar com as situações adversas do contexto interno e externo. Mas a resposta não tem sido essa.

A forma como a família tem se relacionado com os seus filhos vem lhes oportunizando uma visão global de mundo, porém tem provocado, também, um afrouxamento na construção favorável ao bom desenvolvimento de suas funções, sejam elas psíquicas, cognitivas ou biológicas. Infelizmente não se pode falar da família como um conceito unívoco e comum a todos, pois esta instituição tem mostrado vários modelos educacionais, como por exemplo, a família moderna, que tudo faz para que não haja frustrações no desenvolvimento do filho, e o da família conservadora, que prefere as restrições, mas, ao mesmo tempo, está temerosa co estímulos externos que possam desviar toda a sua base educacional. Em suma, de que modelo de família os nossos jovens estão precisando?! A que se baseia nos princípios éticos, com fundamentos estruturais, ou aquelas respaldadas em conceitos fugazes impostos pelos meios de comunicação nessa era globalizada? Cabe a nós uma reflexão.

Ineficiente, a família tem perdido a oportunidade de visualizar e diferenciar comportamentos comuns e impróprios de seus filhos, dificultando a análise e a intervenção de um diagnóstico que, por ora, pode desencadear um distúrbio, um transtorno ou até mesmo um afrouxamento das normas estabelecidas do contexto.

Nesse caso, o que na verdade a instituição escolar vem buscando é o estreitamento dos laços através da comunicação, ou seja, trazer a família para o contexto educacional a fim de, juntas, analisarem as etapas do desenvolvimento do aluno.

Nesse processo, a comunicação estará guiada por sentimentos e pela informação que transmitimos e compreendemos. A comunicação servirá para estabelecer contatos com as pessoas, dar ou receber informação, expressar ou compreender o que pensamos, para transmitir nossos sentimentos, valores, comungar algum pensamento, ideia, experiência ou informação com o outro, e nos unirmos ou nos vincularmos pelo afeto. Assim, teremos a certeza de que qualquer dificuldade encontrada nesse âmbito terá soluções mais eficientes.

A afinidade nos relacionamentos interpessoais entre escola e família fortalece o caminhar do aluno no seu desenvolvimento psíquico e cognitivo, pois essa díade estreita e potencializa a percepção dele na escola.

As bases familiares têm que se respaldar na afetividade, nos limites e na atenção. Dizer que toda criança é igual e que tudo faz parte da fase é “omissão”. O que falta nesse contexto é uma maior observação e entendimento de que o indivíduo é singular e devemos respeitá-lo dentro de sua individualidade.

Um dos pré-requisitos da família, nesse sentido, é trabalhar a criança para conviver em grupo, em sociedade, compartilhando, estabelecendo laços afetivos e organizando-se. Para isso a família deve se fortalecer em um ambiente acolhedor, afetuoso, disciplinador e embasado em valores éticos que favoreçam a condição humana.

Portanto, vale lembrar que, para cada ciclo da vida, existe uma dinâmica diferente que facilita a reflexão e a interiorização de valores positivos.

Conforme comenta Antônio Carlos Gomes: “A mudança de atitude favorece o sucesso dos filhos”.

Seguem algumas dicas para os pais:

·         Falem sempre da escola, para criar em seu filho uma expectativa em relação aos estudos.

·         Em caso de notas baixas, não esperem ser chamados; vão à escola para saber o que está acontecendo.

·         Abracem seu filho e lhe desejem coisas boas quando ele estiver de saída para aula.

·         Mantenham uma relação de respeito, carinho e consideração co todos da escola.

·         Quando seu filho estiver com problemas, compartilhem-nos com  a escola sem omitir fatos nem julgar atitudes.

·         Comentem com amigos e parentes os êxitos escolares dele, por menores que sejam, para reforçar a autoestima e a autoconfiança do seu filho.

 

*Bacharel em Psicologia, pela Universidade de Taubaté-SP, CRP03/02064. Pós-graduada em Gestão de Pessoa, pós-graduanda em Neuropsicológico; cursos na área de TDHA- Transtorno de Déficit de Hiperatividade e Atenção -; Psicologia Hospitalar, Ludo terapia (Sedes sapiet – SP), Grafologia, Coach/Treinamento, Avaliação de Desempenho com Foco em Competência, Dinâmica de Grupo, Seleção de Pessoal. Experiência co crianças excepcionais (Pestallozi e APAE/SP) e em Psicologia Social e Escolar em empresa de grande porte, há 13 anos; Atendimento clínico.  



Voltar para o Topo



|| Fundação José Carvalho ||

www.fjc.org.br - 2017
Desenvolvido por: